Neuropsicologia

1. O que é a Neuropsicologia?

A Neuropsicologia Clínica é uma interface entre a Psicologia e a Neurologia que estuda as relações entre o cérebro e o comportamento humano. Integra uma componente de consulta para avaliação e intervenção/reabilitação através do exame neuropsicológico que permite identificar as disfunções cognitivo-comportamentais.

Visa a averiguação do desempenho cognitivo em áreas como a memória, linguagem, atenção, perceção ou resolução de problemas. Permite compreender a natureza de (possíveis) lesões cerebrais e/ou avaliar alterações cognitivas e comportamentais de uma possível desordem neurológica.

Divide-se, então, em dois momentos: avaliação e reabilitação neuropsicológica

2. Queixas específicas para a consulta em Neuropsicologia

  • Dificuldade na execução das tarefas do dia-a-dia (ex. fixar recados, gerir os medicamentos, fazer contas ou pagamentos)
  • Dificuldades em manter a atenção e concentração
  • Dificuldades ao nível da memória
  • Problemas na linguagem
  • Dificuldades ao nível das funções executivas (ex: dificuldades em planear acções, impulsividade)
  • Problemas no sono
  • Entre outras

3. Quadros Clínicos indicados para a consulta em Neuropsicologia

O exame neuropsicológico é indicado em diversos quadros clínicos associados ao subdesenvolvimento ou comprometimento de funções cognitivas em crianças, adolescentes, adultos e idosos, tais como:

  • Queixas no desempenho cognitivo (por exemplo, problemas de memória ou dificuldade em focar a atenção);
  • Distinção entre envelhecimento normal e existência de distúrbio neurológico;
  • Diagnóstico diferencial entre quadros demenciais (por exemplo, demência de tipo Alzheimer, demência dos corpos de Lewy, demência frontotemporal ou demência vascular);
  • Diagnóstico diferencial entre síndromes neurológicas e síndromes psiquiátricas (por exemplo, distinção entre depressão e pseudodepressão);
  • Caraterização de alterações cognitivas após lesão cerebral (por exemplo, Traumatismo Crânio-encefálico e Acidente Vascular Cerebral);
  • Doenças desmielinizantes (esclerose múltipla);
  • Epilepsia;
  • Tumores cerebrais ou tratamentos radio e quimioterápicos;
  • Dificuldades de aprendizagem, dislexia ou hiperactividade e défice de atenção.

 

Útil no acompanhamento do envelhecimento cerebral normal, como método de prevenção e despiste de problemas e dificuldades futuras. Outra área de intervenção é o treino cognitivo, no qual se programa e executa um plano adequado à pessoa e às suas necessidades específicas, com o propósito de recuperar défices ou estabilizar um processo, de modo a aumentar a sua autonomia nas tarefas e actividades do dia-a-dia.